segurança alimentar

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82% dos processos ecológicos fundamentais à manutenção da vida, como a diversidade genética, já foram afetados pelo aquecimento da Terra.

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O aquecimento do planeta anda mais rápido do que os países modificam sua forma de gerar energia para suprir o consumismo que se enraizou no mundo como sinônimo de qualidade de vida.

A constatação é do Índice de Desempenho de Mudanças Climáticas de 2017, apresentado na COP 22 – a conferência da ONU sobre o clima, em Marrakech. “A revolução energética necessária ainda está acontecendo muito lentamente”, diz o relatório, insuficiente para manter o aquecimento do planeta abaixo dos 2 graus Celsius, como pretendiam as nações. Dos 58 países responsáveis por 90% das emissões de CO2 cuja origem está relacionada aos combustíveis fósseis, nenhuma obteve um avanço significativo para reduzir essas emissões.

Vida comprometida

Enquanto isso, um estudo realizado por pesquisadores americanos publicado na revista Science mostra que a maioria dos seres vivos da Terra já foi afetada pelo aquecimento global. Segundo esse estudo, 82% dos processos ecológicos fundamentais à manutenção da vida, como a diversidade genética e os modelos migratórios de algumas espécies, já sofreram alterações em suas características físicas e fisiológicas.

O estudo não para por aí. Segundo os pesquisadores, essas alterações irão afetar a espécie humana, causando surtos de doenças, modificando o crescimento de alimentos e reduzindo a produtividade da pesca e, dessa forma, colocando em risco a segurança alimentar.

O estudo analisou 94 processos ecológicos e alertou que, quanto maiores as mudanças nos ecossistemas, menos provável será sua capacidade de defesa contra efeitos severos das mudanças climáticas.

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Diversificação das variedades plantadas, utilização do plantio direto, correção nutricional do solo e controle natural de pragas e doenças podem minimizar efeitos.
Plantio de soja no centro-oeste brasileiro. (Imagem: Embrapa).
Plantio de soja no centro-oeste brasileiro. (Imagem: Embrapa).

Pesquisa desenvolvida na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz – Esalq, da USP, em Piracicaba, avaliou empiricamente, e sob um enfoque econômico, o impacto potencial das variáveis climáticas (em termos anuais) no valor da produção agrícola agregado dos principais estados produtores do País.

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Publicação da FAO analisa o impacto das mudanças no clima na produção de alimentos

seca

O aquecimento global terá implicações profundas para onde e como os alimentos são produzidos, e também levará a uma redução das propriedades nutricionais de determinadas culturas, o que terá consequências para políticas de combate à fome e à pobreza e para o comércio mundial de alimentos, dizem especialistas em um novo livro da Organização da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO).