SOS Mata Atlântica

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A avaliação da situação da cobertura florestal da Mata Atlântica na bacia hidrográfica do Tietê mostra que restam nos municípios que a compõe apenas 7% de Mata Atlântica.
Rio Tietê. (Imagem: Wikipedia).
Rio Tietê. (Imagem: Wikipedia).

Estudo divulgado pela Fundação SOS Mata Atlântica, em setembro, mostra a relação direta entre maior cobertura vegetal e melhor qualidade de água ao longo da Bacia do Tietê.  O levantamento, apresentado durante o evento “Tietê Vivo: Seminário Internacional de Recuperação dos Rios Metropolitanos”, traz ainda os baixos índices de remanescentes de cobertura florestal nas bacias do Tietê: Alto Tietê (20,7%), Tietê/Sorocaba (9%), Piracicaba/Capivari/Jundiaí (6%), Tietê/Batalha (6%), Tietê/Jacaré (3%) e Baixo Tietê (3%).

A íntegra do relatório “25 Anos de Mobilização: O retrato da qualidade da água e a evolução dos indicadores de impacto do Projeto Tietê” está disponível no link: www.sosma.org.br/quem-somos/publicacoes/.

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SOS Mata Atlântica lança o terceiro livro sobre um dos biomas mais ameaçados do país
Mata Atlântica em Santa Catarina. (Imagem: Fatma).
Mata Atlântica em Santa Catarina. (Imagem: Fatma).

“Extremos da Mata Atlântica”.

O terceiro volume da série SOS Mata Atlântica, escrito pelo jornalista Sérgio Adeodato, com coordenação editorial de Maura Campanili, passa pelos quatro cantos da Mata Atlântica e vai além das percepções sobre o território e seu estado de conservação.

Trata-se de um conceito atual diante dos dilemas socioambientais do planeta: a noção de extremo, de limite. E visita os pontos mais distantes do bioma.

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Projeto leva estudantes para conhecer a Mata Atlântica em São Paulo

mananciais

Atividades de educação ambiental e estudo do meio é o que oferece o projeto “Aprendendo com a Mata Atlântica”, desenvolvido pela ONG SOS Mata Atlântica.

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Pesquisa de percepção realizada em sete cidades do litoral é o primeiro passo para a a implantação do Plano Municipal da Mata Atlântica.
Morretes, no litoral do Parana. No pé da Serra do Mar, onde a Mata Atlântica é exuberante. (Imagem: divulgação).
Morretes, no litoral do Parana. No pé da Serra do Mar, onde a Mata Atlântica é exuberante. (Imagem: divulgação).

Moradores de Antonina, Morretes, Paranaguá, Pontal do Paraná, Guaratuba, Guaraqueçaba e Matinhos, no litoral do Paraná, estão participando da pesquisa de percepção ambiental da Fundação SOS Mata Atlântica.

A pesquisa é eletrônica, sendo respondida no site das prefeituras de cada cidade, e o cidadão responderá perguntas sobre a limpeza, coleta de lixo, arborização, qualidade do ar, dos rios e outros dados que servirão para os pesquisadores avaliarem a opinião da sociedade sobre o meio ambiente local. Os resultados serão usados para os trabalhos de construção dos Planos Municipais da Mata Atlântica (PMMAs), que são documentos que normatizam a proteção e o uso desta floresta em nível municipal, previstos na Lei Nacional da Mata Atlântica (nº 11.428/2006).

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Mais de 200 espécies de aves e até mesmo uma onça parda voltaram a habitar a Mata Atlântica no interior de São Paulo
Cabeça-seca (Mycteria americana), um tipo de cegonha que não era mais vista na região reapareceu no centro florestal da SOS Mata Atlântica. (Imagem: Marco Silva/Divulgação UFSCar).
Cabeça-seca (Mycteria americana), um tipo de cegonha que não era mais vista na região reapareceu no centro florestal da SOS Mata Atlântica. (Imagem: Marco Silva/Divulgação UFSCar).

Restaurar florestas é restaurar a vida. O Centro de Experimentos Florestais SOS Mata Atlântica – Brasil Kirin, localizado em uma antiga fazenda de café de Itu, é prova disso.

Em cerca de oito anos de atividades de recuperação da vegetação na área, mais de 200 espécies de aves – incluindo espécies ameaçadas como a curica (Amazona amazonica) e a cabeça-seca (Mycteria americana) – reapareceram. Até mesmo uma onça parda andou explorando o local.

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    Monitoramento divulgado pela SOS Mata Atlântica no Dia da Água revela a necessidade urgente da implantação de sistemas de saneamento nas cidades brasileiras para melhorar a qualidade da água dos rios, córregos e lagos
    Fundação SOS Mata Atlântica monitora a qualidade dos rios em 11 estados brasileiros. (Imagem: SOSMA).
    Fundação SOS Mata Atlântica monitora a qualidade dos rios em 11 estados brasileiros. (Imagem: SOSMA).

    No Dia Mundial da Água não há muito a comemorar. Apesar de todas as manifestações, projetos e boa vontade em tornar os rios, lagoas e lagos mais limpos, a qualidade da água encontrada deixa a desejar.

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    O Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, da Fundação SOS Mata Atlântica ganhou vida
    Área de Mata preservada em Curitiba. No site é possível identificar quais áreas não podem ser tocadas. (Imagem: Amigos do Barigui)
    Área de Mata preservada em Curitiba. No site é possível identificar quais áreas não podem ser tocadas. (Imagem: Amigos do Barigui)

    A parceria entre a Fundação e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE na atualização dos dados sobre vegetação nativa e áreas naturais das 3.429 cidades onde se aplica a Lei da Mata Atlântica, monitoradas pela ONG, evoluiu para o “Aqui Tem Mata” (aquitemmata.org.br), um ambiente interativo onde é possível identificar na cidade listada os parques, florestas e áreas protegidas, onde a Mata Atlântica ainda existe.

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    A expedição técnica, que neste ano tem foco especial nos impactos da estiagem que afetou a região nesse período, tem a participação especial do eco esportista Dan Robson
    Dan Robson, se preparando para navegar pelo Tietê. (Imagem: SOSMA)
    Dan Robson, se preparando para navegar pelo Tietê. (Imagem: SOSMA)

    Uma nova expedição partiu no inicio deste mês de setembro para monitorar a qualidade da água e as condições de navegabilidade do Rio Tietê, em São Paulo.

    A iniciativa da Fundação SOS Mata Atlântica vai percorrer 570 km do Tietê, entre Salesópolis e Barra Bonita, em uma expedição que passará por 26 municípios. A ação, que faz parte das atividades do projeto Observando o Tietê e deve durar até 10 de outubro, inclui o monitoramento da qualidade da água para a comparação com indicadores aferidos em expedições anteriores, realizadas nos anos de 2010 e 2013.

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    Os grandes tratados internacionais e as mudanças nas legislações parecem cada vez mais distantes da realidade e dos problemas da sociedade.
    Imagem: Agência de Notícias
    Imagem: Agência de Notícias

    Por Malu Ribeiro – Às vésperas da Conferência Mundial do Clima (COP 21), o tema deixa de ser interesse de cientistas, ambientalistas, governos e setores econômicos.  Está agora no centro das preocupações do Papa Francisco que, por meio da nova encíclica, chama a atenção da humanidade para a urgente necessidade de “mudarmos o rumo”, assumindo responsabilidade e compromisso com o Planeta.  A manifestação do Pontífice poderá promover grande impacto social e ajudar a pressionar Governos na tomada de decisões concretas. Mas o mais importante é a forma direta e simples com que pode atingir cidadãos comuns, em todo o mundo, convocando-nos a efetivas mudanças de comportamento.

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    Secretários de Estado de Meio Ambiente assinam documento da Fundação SOS Mata Atlântica pelo desmatamento zero até 2018
    Mata Atlântica. (Foto: SOS Mata Atlântica)
    Mata Atlântica. (Foto: SOS Mata Atlântica)

    “Nova História da Mata Atlântica”, um documento proposto pela Fundação SOS Mata Atlântica, foi aprovado por secretários de 15 dos 17 estados onde a Mata Atlântica sobrevive. O objetivo é ampliar a cobertura florestal nativa e perseguir o desmatamento ilegal zero no bioma até 2018.

    Os secretários de Meio Ambiente do Alagoas, Claudio Alexandre Ayres da Costa; da Bahia, Eugênio Spengler; do Ceará, Artur Vieira Bruno; do Espírito Santo, Rodrigo Marques de Abreu Júdice; de Minas Gerais, Luiz Sávio de Souza Cruz; da Paraíba, João Azevêdo Lins Filho; do Paraná, Ricardo José Soavinski; de Pernambuco, Sérgio Xavier; do Piauí, Luiz Henrique Sousa Carvalho; do Rio de Janeiro, André Corrêa; do Rio Grande do Norte, José Mairton França; do Rio Grande do Sul, Ana Maria Pellini; de São Paulo, Patrícia Faga Iglecias Lemos; Santa Catarina, Carlos Alberto Chiodini; e de Sergipe, Olivier Ferreira das Chagas. Goiás e Mato Grosso do Sul ainda estão de fora do compromisso.

    “Considerando que 72% dos brasileiros habitam a região originalmente coberta pela Mata Atlântica, preservar o que restou e restaurar o que se perdeu tornou-se uma questão de sobrevivência. E uma agenda estratégica para o país”, diz a carta assinada.

    “É fundamental esse compromisso formal dos secretários em defesa da Mata Atlântica, Patrimônio Nacional, que agora precisa ser refletido em ações práticas de conservação da rica biodiversidade do bioma em Unidades de Conservação públicas, com incentivos à criação de mais Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), benefícios a quem preserva florestas naturais por meio do Pagamento por Serviços Ambientais, ICMS-Ecológico e outros mecanismos já existentes no país”, explica Marcia Hirota, diretora-executiva da Fundação SOS Mata Atlântica.

    Em dois anos 18 mil campos de futebol

    Embora o último Atlas dos Remanescentes Florestais tenha trazido um dado positivo, de 24% de queda no desmatamento da Mata Atlântica, o desmatamento no período de 2013 a 2014 ainda foi equivalente a 18 mil campos de futebol. E, dos 17 Estados da Mata Atlântica, nove apresentaram desmatamentos menores do que 100 hectares: São Paulo (61 ha), Rio Grande do Sul (40 ha), Pernambuco (32 ha), Goiás (25 ha), Espírito Santo (20 ha), Alagoas (14 ha), Rio de Janeiro (12 ha), Sergipe (10 ha) e Paraíba (6 ha).

    A carta constata que a base jurídica para a meta do desmatamento ilegal na Mata Atlântica existe desde 2006, quando foi criada a Lei da Mata Atlântica, regulamentada nos Estados. “Agora é necessário tornar essa lei, que é uma conquista da sociedade, uma realidade, com investimentos contínuos e planejados em monitoramento, fiscalização e proteção dessa floresta”, diz Mario Mantovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica.

    Ricardo José Soavinski, secretário de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Paraná, analisa que a meta do desmatamento ilegal zero não será o maior desafio, já que o desflorestamento vem caindo no Estado. No último ano, o levantamento da SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostrou que o Paraná perdeu 921 hectares (ha) de florestas nativas, uma queda de 57% em relação ao ano anterior, quando foram desmatados 2.126 ha. “Esta é uma boa notícia que nos dá a percepção de que a dificuldade não seja tão grande. Para alcançar a meta, investiremos em fiscalização, educação ambiental e engajamento da população, principalmente dos proprietários de terra. Investiremos também no monitoramento das áreas numa escala mais precisa e de uma boa estruturação dos órgãos ambientais, junto aos de segurança, contando também com o apoio dos municípios no fortalecimento da gestão ambiental e respeitando a Lei complementar 140”, observa.

    Para a meta de restauração, outros instrumentos também previstos em lei apontam o caminho a ser seguido pelos Estados na missão de reescrever a história da Mata Atlântica. “Cerca de 90% do bioma foi desmatado, por isto não basta preservar o que restou, é preciso restaurar boa parte do que foi devastado. O Código Florestal de 2012 prevê a restauração de cerca de 20 milhões de hectares desmatados ilegalmente, por isto é fundamental que os Estados da Mata Atlântica se comprometam com a implementação do Cadastro Ambiental Rural e os Planos de Recuperação Ambiental”, complementa Mantovani.

    O Estado de São Paulo, que passa por uma grave crise hídrica motivada por eventos climáticos extremos e agravada pela ausência de cobertura vegetal adequada nas regiões dos mananciais que abastecem os reservatórios de água, apresentou recentemente um exemplo nesse sentido com o lançamento, em junho deste ano, do Programa Nascentes. O objetivo é recuperar 20 mil hectares de matas ciliares e proteger 6 mil quilômetros de cursos d’água.

    “Um programa como este tem a tendência de atingir um resultado positivo, pois não é da Secretaria de Meio Ambiente, mas sim de governo e tem o envolvimento de 12 secretarias.  Além disso, já ficou no passado a ideia de reflorestamento em que simplesmente se plantava e acabava a obrigação. Hoje, tudo o que fazemos no Estado inclui o conceito de restauração ecológica”, esclarece Patrícia Faga Iglecias Veiga, Secretária de Estado do Meio Ambiente de São Paulo. Entre 2013 e 2014, o Estado de São Paulo teve 61 ha de floresta desmatados, sendo que um terço disto foram áreas autorizadas para a construção do Rodoanel.

    Sobre o documento “Nova história para a Mata Atlântica”, Patrícia ressalta ainda a importância desse esforço conjunto entre os Estados e a SOS Mata Atlântica. “É fundamental mostrar o compromisso desses Estados com o bioma. São Paulo continuará a trabalhar na fiscalização, nas novas tecnologias e em tudo aquilo que é importante para se atingir essas metas”, afirma.

    André Corrêa, secretário de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro, adverte que “preservar e ampliar a cobertura da Mata Atlântica não é apenas um ativo ambiental, mas um ativo econômico e de segurança hídrica”. Foi durante o primeiro “Encontro dos Secretários da Mata Atlântica”, realizado em 13 de maio, no Rio de Janeiro, pela SOS Mata Atlântica com o apoio do Governo do Rio de Janeiro, que os secretários e representantes dos Estados se reuniram pela primeira vez para um diálogo e definição das metas apresentadas agora na carta conjunta. Um segundo encontro já está programado para ocorrer no segundo semestre deste ano, em São Paulo, e terá como tema central experiências positivas em programas e políticas estaduais de Pagamentos por Serviços Ambientais.

    (Fonte: SOS Mata Atlântica)